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Ano 8 Dezembro 2008

Entrevista
Normando Perazzo




Revista Habitare: Como vocês começaram a trabalhar com gesso? Havia outros projetos antes do projeto ligado ao Programa Habitare?
Normando Perazzo Barbosa: A idéia de casas de gesso veio com o projeto Habitare. Tínhamos conhecimento de que se estava construindo e sabíamos que o pessoal não tinha respaldo técnico para tal. Daí o interesse em pesquisar o tema.

Revista Habitare: Onde ficam as instalações elétricas e hidráulicas?
Normando Perazzo Barbosa: As instalações elétricas podem ficar embutidas nos blocos. Quando de sua moldagem, já se pode deixar os blocos com a tubulação vertical e as caixas de eletricidade. A tubulação horizontal, a idéia é passar sobre a parede. Em princípio, as instalações hidráulicas ficariam aparentes, ou disfarçadas com algum detalhe.

Revista Habitare: Com relação às criticas sobre o gesso ser solúvel: como vocês abordam esta questão? Não seria mais apropriado trabalhar com divisórias?
Normando Perazzo Barbosa: O gesso já é empregado em divisórias, em toda parte. A novidade seria justamente aplicar blocos de gesso também em paredes destinadas a receber carga. Quanto à questão da solubilidade, perguntamos: o barro ou a terra crua resiste à água? Não! Como explicar que há construções de terra crua com mais de quatro mil anos? Resposta: impedindo as paredes de terra de estarem em contato direto com a água.

Revista Habitare: As pessoas já estão construindo com gesso na Paraíba? Há casas antigas? Vocês têm visto como se comportaram ao longo do tempo?
Normando Perazzo Barbosa: As pessoas estão construindo casas populares com gesso na região produtora do material. Visitamos um conjunto habitacional e vimos muitas deficiências, por conta de projeto mal elaborado. É justamente o que queremos fazer, aperfeiçoar o sistema construtivo.

Revista Habitare: Os blocos de gesso não vão dar origem a uma casa muito quente?
Normando Perazzo Barbosa: Pelo contrário, o gesso vai refrescar a casa. É um material mais poroso que argamassas à base de cimento. Tem a vantagem, como as casas de terra, de respirarem, controlando a umidade no interior


Informações e envio
de material:

Arley Reis
Redação e Edição


Mais informações sobre o projeto:

Normando Perazzo Barbosa
Professor
UFPB
0xx83 3244-4506


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